A Educação Profissional
e Tecnológica é uma modalidade educacional contemplada pela atual LDB com o
intento principal de preparar o indivíduo “para o exercício de profissões”, de
forma a contribuir para que o cidadão possa se inserir e atuar no mundo do trabalho
e na vida em sociedade. Pela sua grande dimensão e importância, não é tratada
como deveria. Lucília Machado, contribui e acrescenta que a EPT é um campo
extremamente vasto, uma experiência ainda nova e se pesquisa muito pouco sobre
a temática no Brasil.
Parece haver
muitas controvérsias quando se trata da Educação Profissional. Afonso e
Gonzalez (2016) dizem que ela, historicamente é influenciada por diferentes
concepções de formação, dentre elas a formação que defende uma formação voltada
para atender aos anseios dos arranjos produtivos, implicando uma formação
tecnicista com foco no mercado de trabalho; ou também a que almeja uma formação
profissional humanista, unitária ou na perspectiva da politecnia, com formação
integral do trabalhador. No entanto, a cada governo que assume o poder ela
tende para um lado, mudando sua concepção de formação constantemente.
Moura (2013), traz informações sobre as Novas Diretrizes Curriculares Nacionais, na qual elas reiteram uma concepção de formação humana e instrumental e utilitária, sendo assim sintetizada nas seguintes características: centralidade nas competências; submissão explícita da escola à lógica do mercado de trabalho; ênfase nas certificações parciais, ensejando a volta da modularização e das saídas intermediárias; priorizando as formas subseqüente e concomitante ao ensino médio em detrimento do EMI.
Conforme mencionado acima, inclusive sobre as controvérsias da EPT no Brasil e também ser um campo bem amplo e que requer muitas discussões. Sendo assim, não poderia deixar de tratar das demandas existentes na EPT. Segundo Lucília Machado, na palestra no IF São Paulo, é importante conhecer as demandas. Elas provêm de diferentes sujeitos sociais, mas as pessoas tem informações bem reduzidas sobre elas, precisam ser mais estudadas. A palestrante faz algumas reflexões, mas deixa a entender que quando um sindicato pede demanda de uma EPT não é a mesma coisa que a Federação da Indústria. Quem faz demanda do desenvolvimento científico e tecnológico nem sempre é o mesmo que faz demanda do desenvolvimento econômico, do desenvolvimento social.
Outra situação um tanto quanto preocupante é a evasão presente nos cursos de EPT. O estudante enfrenta alguns entraves que acaba desistindo no meio do caminho ou até mesmo antes de iniciar. Lucília Machado afirma que muitas vezes a pessoa tem dinheiro para fazer o curso, mas não faz porque não tem condição de arcar com o transporte, com a alimentação, para os livros escolares. Não existem políticas de manutenção e há uma grande evasão por motivos econômicos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
http://www.scielo.br/pdf/ensaio/v24n92/1809-4465-ensaio-24-92-0719.pdf
MOURA, Dante Henrique. Ensino Médio Integrado: subsunção aos interesses do capital ou travessia para a formação humana integral?Ed. Pesquisa, São Paulo. V. 39, n. 3, 2013.
Moura (2013), traz informações sobre as Novas Diretrizes Curriculares Nacionais, na qual elas reiteram uma concepção de formação humana e instrumental e utilitária, sendo assim sintetizada nas seguintes características: centralidade nas competências; submissão explícita da escola à lógica do mercado de trabalho; ênfase nas certificações parciais, ensejando a volta da modularização e das saídas intermediárias; priorizando as formas subseqüente e concomitante ao ensino médio em detrimento do EMI.
Conforme mencionado acima, inclusive sobre as controvérsias da EPT no Brasil e também ser um campo bem amplo e que requer muitas discussões. Sendo assim, não poderia deixar de tratar das demandas existentes na EPT. Segundo Lucília Machado, na palestra no IF São Paulo, é importante conhecer as demandas. Elas provêm de diferentes sujeitos sociais, mas as pessoas tem informações bem reduzidas sobre elas, precisam ser mais estudadas. A palestrante faz algumas reflexões, mas deixa a entender que quando um sindicato pede demanda de uma EPT não é a mesma coisa que a Federação da Indústria. Quem faz demanda do desenvolvimento científico e tecnológico nem sempre é o mesmo que faz demanda do desenvolvimento econômico, do desenvolvimento social.
Outra situação um tanto quanto preocupante é a evasão presente nos cursos de EPT. O estudante enfrenta alguns entraves que acaba desistindo no meio do caminho ou até mesmo antes de iniciar. Lucília Machado afirma que muitas vezes a pessoa tem dinheiro para fazer o curso, mas não faz porque não tem condição de arcar com o transporte, com a alimentação, para os livros escolares. Não existem políticas de manutenção e há uma grande evasão por motivos econômicos.
Assim é a Educação Profissional e
Tecnológica no Brasil, muita coisa precisa melhorar, carece de boa vontade
política, pois nas palavras de Lucília Machado, não há investimento necessário,
ou até mesmo desenvestimento para essa modalidade ocorrer da forma que se
almeja.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
http://www.scielo.br/pdf/ensaio/v24n92/1809-4465-ensaio-24-92-0719.pdf
MOURA, Dante Henrique. Ensino Médio Integrado: subsunção aos interesses do capital ou travessia para a formação humana integral?Ed. Pesquisa, São Paulo. V. 39, n. 3, 2013.






