quarta-feira, 13 de maio de 2020

PROPOSTA DE FORMAÇÃO CONTINUADA EM SERVIÇO




ESTUDO DE CASO
Situação
A Secretaria de Educação de um estado brasileiro da região centro-oeste investirá na abertura de uma instituição de educação profissional em 2022. Para isso, será realizado concurso em 2021. O corpo docente será convocado no segundo semestre de 2021, e as atividades na instituição terão início em janeiro de 2022. O segundo semestre de 2021 será dedicado ao planejamento das atividades, que começarão em 2022. Suponha que o corpo docente seja composto por professoras e professores oriundos de diversas experiências: alguns atuaram na educação básica, outros na superior, e há aqueles que não têm experiência em docência. Suponha também que parte do corpo docente se posicione da seguinte maneira: advoga a favor de desenvolver a atividade profissional como docente levando-se exclusivamente pela experiência oriunda de atividades anteriores, destacando, inclusive, as próprias experiências como estudantes como base para atuação pedagógica. Para a equipe gestora, ficaram os desafios de: promover uma discussão sobre a função social da instituição e dos educadores que nela atuam; desenvolver o conhecimento rigoroso da tarefa do professor nesse grupo; discutir as teorias de aprendizagem e as metodologias a elas relacionadas.  Para enfrentar esses desafios, a equipe da instituição conta com consultores pedagógicos.
Proposta
Como consultores desta instituição, o grupo deverá elaborar umaproposta de formação continuada e em serviço para esse grupo de professores considerando as dimensões da prática educativa. Para isso, deverá considerar a leitura de todos os textos trabalhados na disciplina de Práticas Educativas, especialmente os que dialogam teorias de aprendizagem e metodologias: Os princípios das metodologias ativas deensino: uma abordagem teórica (Diesel, Baldez e Martins); Aprender e ensinar com foco na educação híbrida (Bacich e Moran); A Organização do Espaço em Sala de Aula e as Suas Implicações na Aprendizagem Cooperativa (Teixeira e Reis). Ao final, será entregue documento com uma estrutura básica para a organização da formação desses professores contendo: Título da Formação, Objetivos, Conteúdos, Recursos, Procedimentos metodológicos.


ESTUDO DE CASO:

PROPOSTA DE FORMAÇÃO CONTINUADA EM SERVIÇO. 



Mestrandos: Belchior Ribeiro Leite, Fernando Antônio de Alvarenga Grossi, Ursulina          
                       Ataíde Alves.
Disciplina: Práticas Educativas na Educação Profissional e Tecnológica.
Professores: Débora Leite Silvano, Marcelo de Faria Salviano, Rosa Amélia Pereira da

                       Silva e Veruska Ribeiro Machado.



Título

Formando Professores para a Contemporaneidade

Subtítulo: 

Desenvolvendo habilidades para práticas de ensino significativas, colaborativas e inovadoras na Educação Profissional e Tecnológica.


Apresentação da Proposta



A proposta de formação aqui apresentada foi elaborada para atender a demanda da Secretaria Estadual de Educação e objetiva a formação de professores que atuarão em Instituição de Educação Profissional com vistas à implementação de seu projeto pedagógico. 
As bases teóricas do projeto pedagógico da instituição estão fincadas nos princípios da omnilateralidade e da politecnia; no caráter ontológico do trabalho e vislumbra como caminho pedagógico para efetivação da sua proposta, o entendimento da aprendizagem como um processo complexo e multifacetado. Diante disso foi solicitado uma formação que trate da função social da instituição e dos educadores, o conhecimento rigoroso  da tarefa do professor, a discussão das teorias e metodologias de aprendizagem.
O curso terá duração de um semestre, com carga horária de 80 horas, distribuídas em encontros de 04 horas a serem realizados a cada semana. O conteúdo será distribuído em 07 unidades interdependentes, organizadas tematicamente em um espiral crescente e desenvolvidas através de metodologias que permitam a revisão conceitual, a participação dos docentes do curso na construção dos conhecimentos, de modo a proporcionar vivências de estratégias de ensino que promovam uma aprendizagem contextualizada e significativa. 
Para viabilizar a efetiva participação dos docentes nas atividades do curso, os materiais de fundamentação de cada unidade serão disponibilizados com a antecedência necessária a sua preparação.
No intuito de promover uma consciência do percurso de aprendizagem ao longo do curso, será proposto, como forma de acompanhamento e avaliação, a elaboração de um Diário de Bordo. Neste diário, cada participante poderá registrar suas percepções, aprendizagens, insights conexões conceituais, práticas estabelecidas e sentimentos com relação ao curso. Para o diário será proposta a criação de um documento que cada docente compartilhará com o formador do curso, o qual fará o acompanhamento mantendo um diálogo. Este instrumento deve constituir uma forma de contínua aprendizagem e avaliação.
O primeiro encontro será destinado à apresentação e a um breve diagnóstico, que terá por finalidade conhecer o perfil dos professores em suas individualidades, identificar expectativas bem como levantar conceitos iniciais que tenham sobre os temas, o que poderá causar uma revisão dos conteúdos e unidades.
Apresentaremos a seguir o objetivo geral do curso e detalhamento de cada unidade.

Objetivo Geral:

Capacitar professores para atuação na Educação Profissional e Tecnológica desenvolvendo conhecimentos e habilidades para atuarem numa perspectiva de aprendizagem ativa e significativa, coerente com os paradigmas da contemporaneidade. 


1º Encontro
Tema: Descobrindo a profissão docente e os companheiros da jornada
Objetivo: Conhecer as pessoas que partilharão da experiência formativa; identificar os papéis do docente à luz das legislações e das perspectivas pessoais; levantar expectativas; expor e discutir a proposta de formação.
Conteúdos: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - art.13; Artigo: O Professor e o Mundo Contemporâneo (Link para acesso: https://educador.brasilescola.uol.com.br/gestao-educacional/professor-mundo.htm
Metodologias: Dinâmica de apresentação; Diálogo aberto sobre ideias iniciais relacionadas ao papel do docente seguida de ampliação ou direcionamento das ideias a partir do artigo e da LDBEN nº 9394/96; Registro das conclusões em cartaz que seguirá exposto para todos ao longo do curso.Apresentação da proposta do curso.
Recursos: Papéis diversos, computador e data show, flipchart, pincéis, som, cópias do artigo.
Avaliação: Solicitar que expressem um sentimento, uma impressão, um desejo, algo que reflita sua avaliação do encontro.

Unidade 1
Tema: Teorias Curriculares e a Organização dos Conteúdos Escolares
Objetivo: Conhecer e diferenciar as teorias de currículo; discutir métodos e critérios de seleção e organização de conteúdos; perceber as relações de poder envoltas na seleção de conteúdos.
Conteúdos: Teorias tradicionais, críticas e pós-críticas de currículo; As relações de poder existentes na seleção de conteúdos; Métodos e critérios para organização dos conteúdos escolares.
Metodologias: Tempestade cerebral, Exposição dialogada com base nas leituras indicadas; Atividade de grupo.
Recursos: Textos e livros, computador, data show, uso da internet, quadro e pincel.
Avaliação: Registro das aprendizagens no diário de bordo da construção pessoal dos conteúdos trabalhados.

Unidade 2
Tema: Teorias Contemporâneas de Aprendizagem
Objetivo: Identificar as teorias contemporâneas de aprendizagem mais utilizadas na atualidade; reconhecer as principais características das teorias de aprendizagem, relacionando-as com suas respectivas práticas pedagógicas; elaborar um conceito pessoal de aprendizagem.
Conteúdos: Aprendizagem na perspectiva das teorias tradicionais; Aprendizagem na perspectiva Construtivista; Aprendizagem Significativa e Aprendizagem colaborativa ou cooperativa
Metodologias: Rotação por estações (estudo de um conteúdo em grupo seguido da movimentação nos grupos para compartilhamento do estudo), Exposição dialogada.
Recursos: Material impresso, lápis, papel, computador e datashow.
Avaliação: Elaboração do conceito de aprendizagem a ser apresentado para a turma e registrado no diário de bordo.

Unidade 3
Tema: Metodologias Ativas
Objetivo: Entender o que são metodologias ativas e sua importância para a aprendizagem significativa; identificar práticas de ensino-aprendizagem mais comuns nas metodologias ativas; perceber os benefícios das metodologias ativas para a formação de alunos autônomos, críticos e criativos.
Conteúdos: Conceito de Metodologias ativas; Sala de aula invertida; Ensino híbrido; Gamificação; Aprendizagem baseada em problemas; Estudo de caso, Aprendizagem entre pares, Pedagogia de Projetos
Metodologias: Apresentação da temática por parte do coordenador, ouvindo os participantes; Atividade de grupos sobre as estratégias de metodologias ativas; Apresentação em plenária.
Recursos: Textos e livros, internet, data show, computador, som.
Avaliação: Solicitar um pequeno texto, com base nas reflexões da aula e em outras leituras sobre o tema, com destaques acerca das vantagens e desafios na implementação de metodologias ativas em sala de aula.(no diário de bordo)

Unidade 4
Tema: Organização do tempo, dos espaços e dos recursos educacionais
Objetivo: Compreender como a organização dos tempos e espaços interferem no processo de ensino-aprendizagem; entender os diferentes ritmos de aprendizagem e sua relação com a organização temporal do processo educativo; perceber que espaços agradáveis e interativos com a aprendizagem significativa; reconhecer os recursos educacionais e sua relação com as aprendizagens.
Conteúdos: As diferentes formas de organização do tempo escolar/educativo;  Configuração de espaços escolares cooperativos; Recursos educacionais.
Metodologias: Conforme orientação encaminhada junto ao material da unidade, os  participantes farão relatos de experiências já vivenciadas por eles em suas trajetórias como alunos ou como educadores que identificam como promotoras de aprendizagens significativas:  Em grupos e com base nos materiais disponibilizados os grupos deverão a partir de um tema propor uma organização do espaço pedagógico para propiciar uma aprendizagem cooperativa; e sobre recursos educacionais; Discussão dos textos sobre a temática.
Recursos: Computador, data show, som, textos, livros, cartolinas,tesouras, pincéis, revistas velhas,cola, papéis diversos.
Avaliação: Elaborar um plano de aula sobre um conteúdo da sua área de formação/atuação, que contemple a aprendizagem cooperativa.


Unidade 5
Tema: Tipologia de Conteúdos
Objetivo: Conceituar as tipologias de conteúdo; reconhecer que a tipologia de conteúdos está associada aos quatro pilares da educação; compreender as intenções educativas e pedagógicas ao ensinar utilizando a tipologia de conteúdos.
Conteúdos: Conteúdos factuais, conceituais, procedimentais e atitudinais.
Metodologias: Conforme combinado final da unidade 4, quatro participantes apresentarão as tipologias de conteúdos, bem como seu conceito; O formador apresentará a relação dos tipos de conteúdos com os pilares da educação; Analisar em grupo atividades que contemplam a tipologia de conteúdos.
Recursos: Computador, data show, textos, livros, suportes textuais.
Avaliação: Solicitar dos participantes que escrevam no diário de bordo a característica e a função da tipologia de conteúdos.

Unidade 6
Tema: Sequência Didática
Objetivos: Compreender as sequências didáticas como forma de organização dos conteúdos; entender as sequências didáticas como promotoras dos diversos tipos de conteúdos; construir sequências didáticas integradoras. 
Conteúdos: O que são sequências didáticas? Para que servem sequências didáticas? Relação das sequências didáticas com a tipologia de conteúdos; Etapas para construção e aplicação de sequências didáticas.
Metodologias: Jogo de perguntas e respostas sobre o tema; Análise (em grupo) de uma sequência didática com identificação de conteúdos e seu ordenamento, objetivos, metodologias, avaliação; Construção de sequência didática em grupo.
Recursos: Computador, data show, textos, guia para elaboração de sequência didática.
Avaliação: Como atividade avaliativa, solicitar que os participantes construam em grupo, ao longo do desenvolvimento da unidade, uma sequência didática de forma a promover aprendizagens significativas.

Último Encontro
Tema: Encerramento e Avaliação
Objetivo: Apresentar as produções resultantes do Diário de Bordo; avaliar o percurso formativo realizado.
Conteúdos: Apresentação dos Diários de Bordo
Metodologias: Cada participante do curso terá um tempo pré-determinado para apresentar suas produções e aprendizagens. Poderá organizar sua apresentação conforme suas habilidades e criatividade;
Recursos: A serem definidos pelos participantes
Avaliação: Formulário objetivo e espaço aberto para observações. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

 BACICH, Lilian; MORAN, José. Aprender e Ensinar com foco na Educação Híbrida. Revista Pátio, n. 25, p. 45-47, 2015.
BACICH, Lilian; MORAN, José (Orgs.). Metodologias Ativas para uma Educação Inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018.
BALDEZ, Alda Leila Santos; DIESEL, Aline; MARTINS, Silvana Neumann. Os princípios das metodologias ativas de ensino: uma abordagem teórica. Revista Thema, vol.14, n.01, 2017.
BRASIL. LDB : Lei de diretrizes e bases da educação nacional. – Brasília : Senado Federal, Coordenação de Edições Técnicas, 2017. Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/529732/lei_de_diretrizes_e_bases_1ed.pdfhttps://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/529732/lei_de_diretrizes_e_bases_1ed.pdf. Acesso em: 06 de maio de 2020.
HAMZE, Amélia. O professor no Mundo Contemporâneo. Disponível em: https://educador.brasilescola.uol.com.br/gestao-educacional/professor-mundo.htm. Acesso em: 05 de maio de 2020.
ILLERIS, Knud (Org.). Teorias Contemporâneas de Aprendizagem. Porto Alegre: Penso, 2013.
LEMOS, Evelyse dos Santos. A aprendizagem significativa: estratégias facilitadoras e avaliação. Disponível em: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/16653. Acesso em: 05 de maio de 2020.
MOREIRA, Marco Antônio. Aprendizagem significativa: da visão clássica à visão crítica. Disponível em: https: //www.if.ufrgs.br/Moreira/visaoclassicavisaocritica.pdf. Acesso em: 05 de maio de 2020.                              
MOREIRA, Marco Antônio. Aprendizagem significativa: a teoria e textos complementares. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2011.
REIS, Maria Filomena; TEIXEIRA, Madalena Telles. A Organização do Espaço em Sala de aula e as suas Implicações na Aprendizagem Cooperativa. Rio de Janeiro, v.4, n.11, p.162-187, mai./ago.2012.
 THIESEN, Juarez da Silva. Tempos e Espaços na Organização Curricular: uma reflexão sobre a dinâmica dos processos escolares. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-46982011000100011. Acesso em: 05 de maio de 2020.
TORRES, Patrícia Lupion; IRALA, Esrom Adriano Freitas. Aprendizagem colaborativa: teoria e prática. Disponível em: https://www.agrinho.com.br/site/wp-content/uploads/2014/09/2. Acesso em: 05 de maio de 2020.
 TORRES, Patrícia Lupion; IRALA, Esrom Adriano Freitas. Grupos de Consenso: uma proposta de aprendizagem colaborativa para o processo de ensino-aprendizagem. Disponível em: https://peiodicos.pucpr.br/index.php/dialogoeducacional/article/view. Acesso em: 05 de maio de 2020.

ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: ArtMed, 1998.

A IMPLEMENTAÇÃO DO CURRÍCULO INTEGRADO



Mestrando: Belchior Ribeiro Leite
Disciplina Eletiva: Currículo e Formação Integrada T2020-1
Professor: Degmar dos Anjos

A IMPLEMENTAÇÃO DO CURRÍCULO INTEGRADO

            A proposta de currículo integrado é a que parece ser mais adequada para atender a necessidade de integrar ensino e trabalho, visando reduzir a fragmentação do conhecimento ofertado aos alunos. Logo, ao implementar o currículo integrado, as instituições de ensino têm enormes ganhos e benefícios, porém enfrentam complexidades, problemas e/ou críticas.
            Muito se discute sobre a implementação do currículo integrado. Ele contempla a compreensão global do conhecimento. Nesse sentido, é possível perceber as que vantagens, principalmente para os estudantes e professores são grandiosas. Costa (2011) garante que a integração curricular permite maior homogeneidade de ações entre os professores, enfraquece as regras de enquadramento, ou seja, possibilita relações mais democráticas entre alunos e professores, conferem maior iniciativa aos professores e aos alunos, promove maior integração dos saberes escolares com os saberes cotidianos dos alunos, bem como a integração entre conhecimentos gerais e conhecimentos específicos e teoria com a prática, combate uma visão hierárquica e dogmática do conhecimento, ou seja, a noção de que existem saberes que são sempre mais importantes do que outros.
            Além disso, essa prática possibilita a integração das dimensões fundamentais da vida: trabalho, ciência e cultura. A sociedade se torna mais inclusiva, a diversidade é reconhecida e valorizada, além dos direitos sociais serem assegurados. O sujeito é contemplado com uma formação humana cidadã, ampla, em todos os sentidos, omnilateral. O trabalho como realização humana e como princípio educativo. Nessa perspectiva, Ramos (2008) assevera que considerar o trabalho como princípio educativo é o mesmo que dizer que o homem é produtor de sua realidade, apropria dela, e pode transformá-la. Significa dizer, ainda, que somos sujeitos de nossa história e nossa realidade.
            Ainda convém lembrar, que a proposta de integração defendida, possibilita os indivíduos, após formados, compreenderem a realidade para além de sua aparência fenomênica. A realidade precisa ser entendida e interpretada na sua essência, compreenda o homem como ser histórico-social, a realidade concreta é uma totalidade, síntese de múltiplas relações.
            Outro fatores existentes sobre a implementação do currículo integrado são as complexidades que estão imersas. Entre elas, estão os ranços da dualidade educacional que coincidem com a história da luta de classes no capitalismo. Por esse motivo, a educação ainda continua, em alguns casos, dividida entre aquela destinada à classe proletária e aquela da classe burguesa. A classe trabalhadora recebe um conhecimento fragmentado, de menos qualidade, e a elite recebe um conhecimento mais refinado, de qualidade. Esse fator acaba sendo empecilho para práticas curriculares integradas. Portanto, a luta contra a dualidade educacional, é definida como uma luta contra hegemônica, ou seja, é necessário superar a dominação dos trabalhadores e formar todos como dirigentes. Essa luta requer a busca por uma concepção de escola unitária, que pressupõe que todos tenham acesso aos conhecimentos e à cultura, independente da classe social à qual pertença.
            Percebe-se também como desafio à implantação de currículos integrados, conforme Ramos (2008), o fato de professores de várias disciplinas do ensino médio serem formados sob o domínio do positivismo e do mecanicismo das ciências, que as fragmentam nos seus respectivos campos, hierarquizando-os, dispõem a classificar as disciplinas como de formação geral e de formação profissional.
            Dessa forma, a implementação do currículo integrado não está imune a críticas. Gameleira e Moura (2017) afirmam que em muitos casos a integração curricular é apenas uma justaposição / sobreposição de disciplinas, ao invés de uma verdadeira integração. Contudo, quando se trata de formação humana integral, é preciso ir além das aparências, como já mencionado anteriormente. Isso se denomina senso comum da integração, uma visão simplista e pobre da integração curricular, quando em contraste com a legislação pertinente. Logo, uma verdadeira integração curricular não pode se limitar a uma visão estritamente pedagógica, mas deve contemplar também uma dimensão político-ideológica.
REFERÊNCIAS:

COSTA, Maria Adélia da. Currículo Integrado: concepções, perspectivas e experiências. Belo Horizonte:CEFET-MG.2011.
GAMELEIRA, Emmanuel Felipe de Andrade; MOURA, Dante Henrique. Ensino Médio Integrado: notas críticas sobre os rumos da travessia (2007-2016). IV Colóquio Nacional e I Colóquio Internacional – 24 a 27 de junho de 2017. Campus Natal – Central. IFRN.
RAMOS, Marise Nogueira. Concepção de Ensino Médio Integrado. 2008.