1-
O aluno é ativo em seu processo de construção
de conhecimento, devendo ser respeitado em seu desenvolvimento espontâneo. Na
aprendizagem deve ser considerada a lógica de seu raciocínio. Piaget valoriza a
compreensão do processo de resolução de um dado problema em vez do resultado,
enfocando os aspectos qualitativos da inteligência e a forma como cada sujeito
vai dando significado à realidade circundante;
2-
O aluno é um sujeito que aprende não por
imposição de métodos e de arranjos externos que não consideram a sua capacidade
de produzir sentidos acerca da realidade. A aprendizagem ocorre em função da
mediação entre os sujeitos professor/aluno e aluno/aluno, ou seja, a
apropriação do conhecimento é construído socialmente;
3-
Quando o aluno cumpre atividades solicitadas
(comportamento operante), esta ação traz como conseqüência um elogio da
professora, que pode ser considerado um reforço. Nesse caso, o comportamento do
aluno será condicionado a executar as atividades da escola em função dos
elogios recebidos. Skinner definiu dois tipos de reforço: positivo e negativo. No
reforço positivo, após a ação do indivíduo, um estímulo é apresentado (elogio)
e esta apresentação aumenta a freqüência do comportamento (realização das
atividades escolares). No reforço negativo haverá um aumento de freqüência do
comportamento, contudo será pela retirada de um estímulo aversivo (ruim). A
concepção behaviorista de Skinner sobre o processo de ensino baseia-se na
ênfase do método e na eficácia da estruturação de recursos externos;
4-
Carl Rogers propõe uma educação humanista que
tenha como condição prévia a existência de professores (facilitadores, líderes)
seguros de si e de seus relacionamentos, e confiantes na auto-aprendizagem e na
capacidade dos alunos no que se refere ao pensar e ao sentir, oferecendo
recursos didáticos e solicitando dos alunos que tragam suas contribuições, ou
seja, desenvolvam programas de aprendizagem em grupo, assumam seus interesses,
suas escolhas e as conseqüências destas. À medida que o professor permite ao
aluno o contato com situações/problema de vida em um clima de autonomia,
liberdade e expressão de sentimentos, ele se sente motivado a aprender, a descobrir
e a criar;
5-
Na perspectiva da psicanálise, a
possibilidade de aprender não pode ser pensada apenas no sentido de um arranjo
de condições externas ideais (métodos, recursos técnicos). Ela não está
desconectada da compreensão de que existe uma subjetividade, uma história
particular para cada sujeito em sua trajetória na construção de conhecimentos.
O aprender traz, assim como qualquer atividade humana, a marca de um sujeito
permanentemente atravessado pela dimensão inconsciente.

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